Atividade no âmbito da luta contra a discriminação

 

No passado dia 18 de janeiro de 2022 na Escola Secundária Inês de Castro, a professora Alexandra Sousa e a professora Filomena Costa dinamizaram uma atividade de sensibilização na luta contra a discriminação sob todas as suas formas, junto dos alunos da turma F e G do 10º Ano. 

Esta atividade decorreu no auditório em interdisciplinaridade, com a docente Ricardina Carvalho no horário da disciplina/turma. Foram ainda convidadas e estiveram presentes a Dr.ª Helena Sá, assistente social da nossa escola, e os representantes da associação de alunos, Alexandra Cardoso e Daniel Sister.

O evento teve um diálogo profícuo com o enquadramento sobre os propósitos da luta anti discriminação. Discorreu auspiciosamente focando aspetos históricos contemporâneos quanto às causas e consequências da discriminação, em particular, a segregação racial e religiosa e conduziu à sua apresentação até ao momento atual de Portugal e da Europa.

Fez alusão em retrospetiva, ao passado recente de combate à discriminação em moldes pacíficos empregados por Rosa Parks, que foi detida e multada por ocupar um assento reservado para as pessoas brancas, e por Martin Luther King Jr.. Realçou-os ao projetar o vídeo sobre esse momento histórico: “A Marcha sobre Washington, que reuniu 250 mil pessoas, quando fez seu importante discurso intitulado I Have a dream (em português, Eu tenho um sonho), onde descreve uma sociedade, onde negros e brancos possam viver harmoniosamente.”

Após a visualização do filme, os alunos expressaram as suas ideias e opiniões e com a parceria dos docentes presentes discutiu-se formas conducentes a melhor consciencialização deste problema. Lamentavelmente, recordou-se, ainda, dos casos mais recentes divulgados na televisão, como os ocorridos nos EUA, no mundo do futebol, frases xenófobas escritas nas paredes de uma universidade em Lisboa, monumentos, nas redes sociais, etc.

No sentido de trazer a superfície esta temática que muitas vezes é constrangedora, dolorosa, silenciosa e transversal a todas as sociedades humanas, os convidados presentes deixaram os seus testemunhos pessoais.

Como síntese do evento, foi pedida aos alunos que em anonimato, e de forma livre, podiam deixar registadas situações de discriminação vivenciadas na escola, dentro e fora da sala de aula.

Para potenciar a conscientização desta problemática junto da comunidade escolar, os alunos também foram convidados a escrever frases anti discriminatórias para serem expostas sob a forma de um mural no átrio da nossa escola.

De maneira a ampliar o trabalho de sensibilização e de potenciar boas práticas anti discriminatórias a biblioteca escolar vai juntar a iniciativas desenvolvidas no âmbito do projeto Ubuntu.